Quando
"Lolita" apareceu em 1955, seu autor se defendeu
afirmando que o livro não tinha preocupações morais, uma
vez que ele se interessava somente pela "beleza estética"
do que escrevia.
O
livro contava a história da paixão do pedófilo Humbert pela menina de 12 anos Dorores Haze. Ele um europeu
sofisticado, ela uma garota americana típica, às voltas com
refrigerantes e chicletes. O personagem lembra que afinal
Dante também se apaixonou em Florença por Beatriz, de apenas
dez anos, e Petrarca fez poemas para uma menina de 12, para não
falar de Lewis Carroll.
Milhões
de leitores procuraram no livro passagens licenciosas e só
encontraram alusões. Mas "Lolita" ia um pouco além
disso. A peregrinação que no livro o estranho casal faz
pelos Estados Unidos é um estudo de comportamento social
banhado de bom humor e sátira.
Redação
RCentrium
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