Segredos: as
sete chaves de "Dominus"
Inveja, soberba,
vaidade, desavença, dissimulação, ilusão e escravidão
espiritual. Não são os sete pecados capitais, mas são
condenados pela Bíblia, pelo Alcorão, pelos monges budistas,
pelas tribos indígenas do Amazonas ou pelas comunidades de
trabalhadores agrícolas do sertão nordestino.
Estariam todos com
a razão ao abominar sentimentos e atitudes tão intrínsecas
ao ser humano, quanto a sua alma? Talvez seja a consciência e
a vivência do que é bem ou mal que nos levam a atribuir a
esses comportamentos um desejo do Demo. Não é simples
entender a soberba, um orgulho exagerado, sem precedentes, a
pura arrogância traduzida em atos falhos.
A cobiça, o pesar
pela alegria ou pela prosperidade do outro, se traduz em
inveja. Tão cruel que mina os mais sólidos relacionamentos.
A inveja é a
vanglória, o desejo imoderado e infundado de merecer a
admiração dos outros. Nesse caso, a maior vítima é também
o vilão. Uma autodestruição.
A quebra das
relações amigável, a discórdia, também é conseqüência
de uma atitude daninha, mas oriunda de terceiros, alheios ao
relacionamento alvo: a desavença.
A dissimulação,
um fingimento inesperado, leva a uma reserva na revelação
dos sentimentos, muitas vezes bons sentimentos, outras
sentimentos perigosos, que não proporcionam à vítima uma
defesa.
A fraude, o engano
dos sentidos ou da inteligência é a ilusão. A errada
interpretação de um sentimento. Quanta decepção.
Quem usa a
devoção para manter-se alheio à razão está se prendendo
de forma perigosa, vive a escravidão espiritual.
Essas seriam as
chaves que levam ao domínio do mundo pelo mal. Merece uma
reflexão. O mundo está realmente dominado pelo mal. Será
que essas chaves não são meros instrumentos naturais da
vida? Se naturais, parte vibrante do homem sem que haja
necessidade de modificação ou abolição desses sentimentos.
Perguntem para si:
não é a utilização errônea dessas chaves que são o mal e
não elas em si? Se for a utilização, somos nós, cada ser
humano que tem, sim, um pouco de dominador e da vontade de
dominar.
No entanto, quem
extrapola a linha do normal e passar a agir como exterminado,
esse sim é dito e acusado como a personificação real do
Demo. Mas o ser 'de Mono' exige todo um conceito
interpretativo existencialmente 'uno'.
Possivelmente, as
razões da formação desses entes exige uma realidade bem
maior que a coletividade suportaria. E tudo vira uma questão
de deleção antes de ser o deletado. O cinza aqui representa a
morte-viva, ou as chagas dos traídos.
Sendo dominadores
que muito bem sabem utilizar as artimanhas do mal para
expandir o imperialismo e controlar. Dominar sem medir as
conseqüências - Uma espécie de vício. Mas não seria o
próprio Império quem financia a nossa DEMO_cracia? E porque
esta, apesar de tão defendida pelos coesos, deixou-se possuir
pelas quatro
primeiras letras de Satã? Dessa forma, deduzimos que o
problema não são os sentimentos puros (o que não é
sinônimo de bom), e sim os seus mecanismos de exposição.
Inveja, soberba,
vaidade, desavença, dissimulação, ilusão e escravidão
espiritual também têm seu lado positivo. Apesar de acharmos
que eles são a origem dos problemas, na dose e no momento
certo, esses sentimentos podem proporcionar soluções de
alguns problemas insistentemente enraizados na sociedade... A
inversão da lógica doutrinal é o segredo
impreterível de como tudo
acontece, a chave-mor, guardada a sete chaves. Lx!