A Trava da Lua - Mecanismo de Regulamentação
Cognitiva nas 'Quatro Estações'
Lua
envolta em mistério, Lua dos namorados, Lua: a morada de São
Jorge. A tantos ela já foi presenteada. Para tantos é objeto
de estudos. Em qualquer das situações: a nossa deusa do
cosmo reina absoluta na mais escura das noites.
Na
Mitologia grega, a rainha-mor dos amantes era companheira diária
dos mais poderosos Deuses do Olimpo ao mais indefeso
dos mortais. “A
lua com todo o seu brilho levantava-se na parte oriental do
oceano e atravessava o ar oferecendo luz a todos.”
Todos
os povos da Antigüidade procuraram explicar a origem do
Universo e a existência dos fenômenos naturais de que
dependiam. Sumérios, egípcios, acádicos, hebreus, chineses,
indianos e os gregos consideravam as forças naturais,
entidades "sobrenaturais".
Esses
povos tinham uma adoração comum à Lua - Isis no Egito,
Astarte na fenícia, Milita na Pérsia, Selene na Grécia,
Diana e Juno em Roma - maior divindade depois do fulminante
Rei Sol.
Na
Carta astrológica, a Lua tem natureza emocional.
Simbolicamente indica padrões de reação diante da vida. A
“La Luna” espanhola indica a mente, a capacidade de adaptação
e de como o ser humano lida com necessidades emocionais básicas.
Tendo como metal a prata com sua cor cinza-esbranquiçada e
protegida pelo Anjo Gabriel, o ser lunar possui qualidades
elementares femininas, noturnas, frias e úmidas. A Lua
comanda o olho esquerdo e o paladar do humano e rege o
poderoso signo de Câncer; de natureza intensa, apaixonada.
No
passado, os astrólogos associavam cada elemento natural e químico
com fraquezas; a Lua estava associada à esperança, mas também
à avareza e à capacidade de aquisição.
O
objetivo maior da ciência é o de gerar uma representação
racional do mundo. Essa atividade ganha dimensão máxima
quando essa representação se propõe a englobar a totalidade
do que existe, isto é, o universo considerado como uma
estrutura única e solidária.
Através
de mecanismo de regulamentação cognitiva, A Filosofia
desperta, a análise, a avaliação, o pensamento acerca de
profundos processos de aquisição de um conhecimento, seja
ele, específico, seja ele abrangente.
O
nosso único satélite natural encontra-se a mais de 385.000
km de distância, são 60 vezes o raio da Terra, mas que
aproxima cada vez mais a imaginação. Na América pré-colombiana,
na China, na África, no Oriente Médio, na Índia, nas
civilizações do Crescente Fértil ou na Europa, existem
registros sobre os astros do firmamento. As mais antigas
observações astronômicas são datadas de 15 mil aC, quando
as quatro fases da Lua já eram anotadas em pedaços de ossos.
Mas
mesmo com toda a sua majestade, a Lua gira em torno da Terra
por 28 dias e sempre apresentando mesmo lado. São fases de
uma mesma realidade, seja ela mitológica, astrológica, romântica,
científica ...
Para
muitos, a Lua com suas fases representa o infinito, o
subconsciente, a memória coletiva. O semicírculo da Lua
Crescente é o círculo dividido em dois: de um lado a matéria,
do outro o espírito, a dualidade dentro da unidade. A esperança
presente em muitos corações dos aficionados pela esposa do
Sol.