23-05-03 – Hospital
Giselda Trigueiro só atenderá pacientes com doenças
infecto-contagiosas
A
superlotação do Hospital Giselda Trigueiro, referência em
doenças infecto-contagiosas, com pacientes que poderiam ser
tratados em outros postos médicos levou a direção do órgão
a tomar uma forte decisão.
A
partir do dia primeiro de junho, uma equipe composta por médico
e enfermeiro fará uma triagem dos casos que podem ser
atendidos rede básica e encaminhará os pacientes, impedindo
que eles tomem o lugar de alguém portador de doenças que
exigem atendimento especializado.
A
medida foi bem aceita pelo Sindicato dos Médicos, que
acredita que a medida pode reorganizar o serviço prestado
pelo Gizelda Trigueiro e ocasionar uma resposta por parte da
Secretaria Municipal de Saúde, que não vem abastecendo
devidamente os postos com medicamentos e material. Mas os
pacientes estão preocupados. É que a maioria das pessoas que
procuram o Giselda Trigueiro passou antes por um ambulatório
do município, mas por falta de fichas ou de médicos também
não puderam ser atendidas e tiveram que recorrer à Unidade
de referência.
O
Secretário Estadual de Saúde, Ives Bezerra, concorda com a
decisão, porque o hospital está trabalhando para uma demanda
que não é capacitado, além de estar prejudicando o
atendimento de urgência. Mas ele observa que a direção do
hospital será razoável, de forma a não prejudicar os
pacientes e ele conversará com a secretária municipal, Maria
Aparecida França, para melhorar a situação dos postos.
Além
da superlotação, o Hospital enfrenta hoje outros graves
problemas. No
local há uma obra inacabada que impossibilita o uso de 50% da
capacidade do Hospital. A falta de medicamentos (inclusive
para pacientes com dengue) e de análises laboratoriais é
preocupante.
O
Sindicato dos Médicos informou que marcará uma audiência
com o promotor de defesa da saúde pública, Edevaldo Barbosa,
para expor o que o Sinmed vem encontrando na rede pública e
também fará um relatório para ser encaminhado ao Conselho
Estadual de Saúde.