02-05-03 – Wilma
garante que continuará lutando pelo ICMS no destino
O Governo Federal
entregou ao Congresso Nacional a proposta da Reforma
Tributária nessa quarta-feira (30/04), mas deixou os
governadores do norte-nordeste descontentes. É que o desejo
de que a cobrança do ICMS seja efetuada no destino do produto
não foi contemplada.
A governadora do
Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, ao lado dos outros 26
governadores, participou do ato de entrega, pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, das propostas das reformas
previdenciária e tributária aos presidentes da Câmara,
João Paulo Cunha e do Senado, José Sarney.
Mas ao chegar a
Natal, a governadora garantiu que a luta pela cobrança do
ICMS no destino continuará. Ela destacou que, apesar do
discurso do presidente Lula pontuar que as reformas são da
União e dos governadores, nem tudo foi consenso.
A decisão do
Governo foi pelo adiamento por dois anos das discussões sobre
a mudança da cobrança do ICMS. De acordo com o governo, a
cobrança do ICMS deve se feita no estado de origem do produto
porque assim é mais fácil evitar a sonegação.
O governo defende
que, pelo sistema atual, em que é preciso fazer
compensações nas operações interestaduais, por conta da
diferença entre alíquotas, a alteração é feita no varejo,
o que abre brechas para sonegação. A alteração promovida
pela proposta uniformiza o Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços, que passa a ter uma só legislação
e o máximo de cinco alíquotas. Atualmente, são 27 leis
complexas, que implicam uma grande variedade de
alíquotas.
O projeto proíbe
a adoção de incentivos fiscais, pretendendo, com isso,
acabar com a guerra fiscal. Gêneros alimentícios de primeira
necessidade, que compõem a cesta básica, passam a ter, pela
proposta, a menor alíquota.
Em tempo: A
proposta de emenda constitucional da reforma tributária,
encaminhada ao Congresso Nacional, cria a Contribuição sobre
Movimentação Financeira (CMF), em substituição à atual
CPMF, que passa a ser permanente. A alíquota do novo imposto,
que ficará entre 0,08% e 0,38%, será determinada em lei
ordinária.
A proposta prevê
a manutenção da atual alíquota da CPMF em 0,38%, até que a
lei da CMF seja aprovada. O governo está, desta forma,
evitando que a alíquota da CMPF caia para 0,08% a partir de
janeiro de 2004, como está previsto.