05-03-03 – Campina
terá primeiro pólo de reúso de água do NE
Está
em fase final de implantação, no Distrito Industrial de
Campina Grande, o primeiro Pólo de Reúso de Águas do
Nordeste.
A
idéia é de que a água regenerada deverá ser destinada para
uso industrial e para a irrigação de três hectares de
lavouras de olerícolas, frutíferas, culturas de grãos, espécies
florestais, pastagens e plantas ornamentais, que deverão
consumir cerca de 480 metros cúbicos por dia ou 20 metros cúbicos
por hora, dependendo das condições meteorológicas, das
culturas plantadas e da técnica de irrigação aplicada.
Os
técnicos trabalham com o conceito de "substituição de
fontes", como forma de liberar as águas de melhor
qualidade para usos mais nobres, como o abastecimento doméstico,
o que justifica a promoção de estudos voltados para a
reutilização dos efluentes na indústria e na agricultura.
Segundo
estatísticas, cerca de 60% do esgoto sanitário urbano
produzido na cidade de Campina Grande são lançados
diretamente na rede pluvial, sem passar por qualquer tipo de
tratamento.
A
principal vítima desse processo acaba sendo o riacho Bodocongó,
o mais importante córrego da cidade, que depois de absorver
toda essa descarga sanitária, segue seu curso em direção à
barragem de Acauã. Essa água de péssima qualidade higiênica
é usada, entre outras coisas, para cultivo de hortaliças.
A
poluição dos rios de Campina Grande só agrava a problemática
de escassez de água da região, que acabou se transformando
no principal fator limitante de desenvolvimento local.
O
projeto, com financiamento do Banco Mundial, é coordenado
pela Embrapa Algodão, em parceria com Universidade Federal de
Campina Grande (UFCG) e a Agência Nacional de Águas (ANA), e
prevê a implantação de um sistema com capacidade de
tratamento de 20 metros cúbicos por hora, captando
exclusivamente a água coletada pelo emissário de esgotos da
cidade.