Pensou
no litoral norte, pensou em bugue. Aquela seqüência de praias, que
começa na Redinha e se estende a Touros se torna a passarela do turismo
Norte-Riograndense na alta
estação. A movimentação de Genipabu se contrapõe à calmaria de
Maracajaú e assim, neste contraste entre casas de veraneio e vilarejos
de pescadores, o litoral norte prossegue.
Se
considerado como uma extensão de Natal, o litoral norte, é o ponto
de partida pra um passeio que vai revelar, a bordo de um bugue, vistas
fantásticas, surpresas, contrastes bem delineados, muito sol e vento.
E a noite? Bem...
As
praias do litoral norte são bastante extensas, faça
um passeio no litoral do paraíso e confira:
Redinha
Ir
ao litoral norte, passar pela Redinha, e não comer a ginga com tapioca
(uma das mais tradicionais especiarias do estado), é o mesmo que você
ir à Itália e não comer pizza. A Ginga é uma especialidade do Mercadinho Público da Redinha, que é uma das praias urbanas mais
movimentadas pelos natalenses.
Nos
finais de semana, o número de pessoas que freqüentam a Redinha
aumenta substancialmente. Ela pertence a Natal, mas está no limiar da
rota para o litoral norte. Região de veraneio mais antiga do estado,
a Redinha virou bairro, com residentes que costumam namorá-la em
pleno balanço da rede no terraço.
Seu
mercado é o maior referencial, encantando pela simplicidade.
A
Redinha recebe atualmente balsas com carros e ônibus, que saem dos
bairros de Santos Reis e está cada vez mais perto do centro de Natal,
mas mantém sua identidade humilde, traduzida na figura do preguiçoso
e falante pescador ou do poeta que lá perambula, entre barcos e
jangadas, em busca do “combustível” para a criação.
Genipabu
A
praia de Genipabu proporciona à aventura belos visuais. Não se pode
deixar de experimentar os passeios de bugue pelas dunas, dar um
mergulho do Parque Turístico Ecológico das Dunas, conhecer a Lagoa
de Genipabu pelo lado da praia de Santa Rita, e ver a própria praia
de cima do morro.
A
ducha de água mineral
faz a festa dos turistas e refresca todo mundo no sol escaldante
refletido pela lagoa. O local é uma surpresa para quem visita, pois
é um verdadeiro oásis no meio do areal.
Um
lugar encantador, onde o branco da areia, o verde da vegetação
e o azul do mar recepcionam os olhares ávidos por beleza dos
visitantes. Os passeios exóticos de Genipabu transformam-se em
aventuras inesquecíveis para as pessoas que chegam à praia em busca de divertimento e emoção.
Jegues, cavalos e até dromedários tem no
lugar!
Para
um visual arrebatador e pura adrenalina, experimente o Shock Look (voô
de pára-quedas, puxado por um bugue).
Barra
do Rio
.
Praia
bastante rústico e artesanal, mas muito interessante, dificilmente
você já viu algo igual.
Atravessar
o rio Ceará-Mirim a bordo do seu próprio carro, em cima de uma balsa
de madeira empurrada por uma só pessoa, tipo ‘Gondolar/Punting’,
pode parecer estranho e perigoso, mas, é no máximo uma boa aventura.
Tocando o fundo arenoso do rio com uma vara comprida, os balseiros impulsionam
a embarcação.
Há
vinte anos a travessia entre as praias de Genipabu e Barra do Rio é
feita pela balsa. Já
virou uma atração à parte. Coloridas, e sem nenhum apetrecho a não
ser as compridas varas, as balsas fazem a festa de todos que estão
experimentando a travessia pela primeira ou segunda ou terceira...
vez. Pode até assustar, mas até hoje todos os que passaram por ali só
levaram para casa lembranças de um dos prazeres mais simples e
inusitantes do verão potiguar.
Graçandu
Um
pedacinho do Seridó em plena costa paradisíaca do litoral norte.
Essa pode ser a melhor definição para se entender a praia de Graçandu,
um belo recado quase desconhecido pelos natalenses, em virtude da
localização confusa entre as praias de Barra do Rio e Pitangui.
Graçandu
ficou assim, meio que referência vaga na memória dos que transitam
pela região, até mesmo aqueles que a freqüentam há algum tempo. Quando chega o verão
e dezenas de famílias seridoenses deixam o calor de sua terra
para se refrescar nas águas calmas do lugar, a praia passa a fazer
parte do calendário turístico daquela gente.
Ë
a hora de esquecer as veredas empoeiradas e enterrar os pés na areia
macia e branquinha da praia de Graçandu, delícia que ninguém nunca
esquece. De longe, chegando-se por uma das vias de acesso ao mar entre
as muitas casas, a vista descansa sobre uma pequena ponta de areia
tomada por três ou quatro tendas armadas de forma rudimentar.
A
conhecida Ponta dos Botes, onde concentram-se os visitantes, ganhou
esse nome pela função do antigo ancoradouro destinado aos pescadores
que tiravam do mar seu sustento numa época de aventureiros solitários.
Hoje, Graçandu ganha naquele ponto a presença diária do turismo em
busca de ula-ula, peixe frito e refrigerantes servidos com fartura
pelos comerciantes.
Pitangui
A
praia é um estacionamento natural de barcos pesqueiros. Uma mostra
que pitangui é um exemplo de resistência no litoral Norte-Riograndense. Os veranistas não conseguiram invadi-la, tal
como fizeram em praias vizinhas que perderam o "glamour" dos
nativos.
O
passeio de bugue pelo litoral norte sempre reserva uma parada para
fotografia em Pitangui, mas o local que geralmente requer maior permanência
do turista é a lagoa de Pitangui, de onde partem coloridos ultraleves
e cujo clima é bem praiano, com espreguiçadeiras e mesinhas bem próximas
da água. Entre Pitangui e Jacumã, outra atração aguarda o
visitante. É a popular “Cachoeirinha”, com águas límpidas,
rasas e bem relaxantes. Mar, lagoa ou cachoeira? Eis a questão...
Jacumã
Uma
praia de veraneio. Tranqüila, com uma suave brisa e um mar calmo,
onde a agitação acontece nas varandas de cada casa, por conta de
seus próprios veranistas em churrascos, almoços e reuniões de famílias
e amigos.
Praia
de gente importante e casarões, que convive com gente de hábitos
humildes e de diversão simples. Assim é Jacumã, um local de
contrastes que se harmonizam na alegria e descontração do verão.
A
tranqüilidade é a maior marca de Jacumã, onde as famílias
aproveitam o sol. O número de pessoas na beira mar é reduzido e os
esportes mais movimentados são as inevitáveis “peladas” e o Jet-Ski.
Muriú
Costumeiramente
uma praia de pescadores, é atualmente uma das mais famosas e
movimentadas praias de todo o Rio Grande do Norte, reduto de grande número
de bares e restaurantes, que garantem uma boa infra-estrutura de apoio
ao fluxo turístico do local, possui, ao mesmo tempo, áreas menos
agitadas e tranqüilas.
Muriú
se tornou uma forte atração turística e ponto final do roteiro da
maioria dos passeios comerciais feitos por bugueiros.
Com
um mar calmo, quase sem ondas, um visual pitoresco, cheio de pequenos
barcos coloridos, e areias escuras, a praia está mesmo é cheia de várias
atrações para quem quer muita diversão ou simplesmente se sentar e
aproveitar uma boa comida enquanto vê muita gente bonita passar.
Barra
de Maxaranguape
A
52 quilômetros de Natal, é praia ainda quase que nativa, por não
possuir infra-estrutura para o turismo, e portanto é conhecida apenas
por ser um ponto de passagem dos visitantes.
No
início da praia é possível ver o encontro do rio Maxaranguape com o
mar. O interessante é que a água do rio continua doce, mesmo com o
avanço do mar. Em toda a extensão da praia estão espalhadas pelo chão
conchas e pedrinhas que dão um colorido especial ao lugar.
Possui
também piscinas naturais em alto mar (cerca de 4 milhas da costa). O
passeio de barco é bastante procurado pelos freqüentadores, que
podem, na maré baixa, passar até 12 horas nos Parrachos com direito
a encontrar até ‘grama’ por lá.
Aproveitando
a parada do terminal, os turistas podem encontrar um pouco mais à
frente, o limite de Barra com Caraúbas, o farol, o Cabo se São Roque e
as gameleiras do amor. O primeiro poderia ser considerado uma atração
convencional, mas sua vista panorâmica da praia se torna especial. Já
o Cabo, que é famoso por ser o ponto do país mais próximo da África,
atrai inúmeros visitantes. As
gameleiras do amor são duas árvores que se uniram formando uma só.
Exóticas, são apreciadas por todos.
Para
os jovens, veranear a gosto de agitos, os pontos de encontro é a
pracinha e os bares.
Cabo
de São Roque
A
esquina do continente é logo ali. Em vez de terminar o passeio de
bugue em Muriú, dê uma esticada até o Cabo de São Roque. Questão
de curiosidade geográfica, ou exigência de mais esplendor. A praia
de Cabo de São Roque é o ponto da América do Sul mais próximo da
África.
Aproveite
a desértica praia para relaxar. Tome um banho de paz. E outro de mar.
O visual emoldura tudo e todos com verdadeiros paredões de coqueiros
sob a égide do silêncio.
Pela
beira mar, é impossível ir além do Cabo de São Roque. As pedras
impedem, mas zigue-zagues em uma estrada que acompanha a faixa litorânea
colocarão o bugue, novamente, bem perto do mar.
Aí
o show fica por conta de Ponta Gorda, Caraúbas, Maracajaú...e o litoral
norte prossegue, com surpresas e deslumbramentos mil! Não se
pode esquecer, porém, um filtro solar.
Caraúbas
Praia
de veraneio com muitas pedras, mas que oferece, ares e águas tranqüilas.
Maracajaú
Um
lugar pouco explorado. Duas penínsulas separam maracajaú das outras
praias: Pititinga (após a Ponta de Santa Rita) e Caraúbas (após a
ponta dos Anéis). Graças às penínsulas, o mar não é tão
revolto, e assim se torna ideal para o banho.
A
estrada é de barro e as dunas móveis que chegam a cobrir coqueirais,
já podem ser apreciadas da estrada. Para chegar à praia, primeiro é
necessário passar pelo povoado, onde residem na sua maioria,
pescadores e trabalhadores da agricultura.
Um
litoral calmo, com a peculiaridade de um lugar que vive essencialmente
em função do ser, é possível encontrar pescadores consertando seus
barcos, remendando redes, logo após um arrastão - Uma prática
pesqueira que geralmente ocorre às 5 horas da manhã. O ar aqui é
realmente rico.
Os
parrachos são grande atração da praia que podem ser conhecidos com
um passeio de lancha do Maracajaú Diver, que mantém um restaurante
para dar suporte aos seus visitantes. Com as águas límpidas onde é
possível avistar o azul mais intenso nos corais, o passeio é
realizado apenas com a maré baixa, quando os corais começam a
aparear.
[Continuar]
Pititinga,
Punaú, Zumbi, Rio do Fogo, Perobas, Touros, Cajueiro, São Miguel do
Gostoso, Exu Queimado, Galinhos, Ponta do Anjo, Ponta do Mel, São
Cristóvão e Tibau do Norte
Responsável:
J. Dantas