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PERSONAGENS
BÍBLICOS
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Abraão
Primeiro
patriarca de Israel, a quem remonta a descendência dos
israelitas. As histórias bíblicas variam nas datas e origem, e
não se sabe o quanto de fatos históricos contêm. De acordo
com o livro do gênese (o primeiro livro do Antigo Testamento),
Abraão viveu na metade do segundo milênio a.C., em Ur, norte
da mesopotâmia (atual Iraque). Ele recebeu um chamado divino
para abandonar seu lar e sua família e ir para a nova terra,
Canaã. Sua fé em Deus foi posta a prova com a ordem de
sacrificar seu filho Isaac. Quando Abraão mostrou que estava
pronto a fazê-lo, foi-lhe ordenado que sacrificasse um carneiro
e Deus confirmou a sua Aliança. Através de seu filho Ismael,
ele é considerado pelos muçulmanos o patriarca dos árabes. É
reverenciado por judeus, muçulmanos e cristãos.
Davi
Segundo
rei de Israel. Na narrativa bíblica ele aparece inicialmente
como tocador de harpa na corte de Saul e ganha notoriedade ao
matar em combate o gigante guerreiro filisteu Golias. Como
comandante militar, Davi tornou-se amigo de jônatas, filho de
Saul, e casou com sua filha, provocando o ciúme de Saul, que o
exilou. Depois da morte de Saul, ele governou a tribo de judá,
enquanto o filho de Saul, Isboset, governou o resto de Israel.
Com a morte de Isboset, Davi foi escolhido o rei de todo Israel
e seu reinado marca uma mudança na realidade dos judeus: de uma
confederação de tribos, transformou-se em uma nação
estabelecida. Ele transferiu a capital de hebron para Jerusalém,
que não tinha nenhuma lealdade tribal anterior, e tornou-a o
centro religioso dos israelitas trazendo consigo a arca sagrada
(seu mais sagrado objeto). Expandiu os territórios sobre os
quais governou e trouxe prosperidade a Israel. Seus últimos
anos foram abalados por rebeliões lideradas por seus filhos.
Saul
Primeiro
rei de Israel. Filho de Kish, da tribo de Benjamin, Saul foi
ungido pelo profeta Samuel após as tribos hebraicas terem
decidido se unir sob a liderança de um rei. Seu reinado foi
prolífico, mas após ter sido derrotado pelos filisteus,
suicidou-se. Seu rival, Davi, sucedeu-o no trono de Israel.
Samuel
Líder
e Profeta israelita. Foi o último líder (juiz) das tribos de
Israel antes da criação do reino hereditário. Governou
durante o período da dominação dos filisteus sobre Israel e
liderou o seu povo
na resistência. Colaborou com a criação da monarquia,
sagrando Saul como o primeiro rei de Israel. Samuel deu a Saul
conselhos proféticos, até que os dois se desentenderam sobre
os deveres sacerdotais e Davi foi ungido rei.
Salomão
Rei
de Israel. Segundo filho de Davi e Betsabé, sucedeu a seu pai e
foi o último rei do estado unificado de Israel. Sua riqueza e
sabedoria tornaram-se legendárias. Sob seu governo, a nação
cresceu e foram forjadas alianças com o Egito e a Fenícia.
Estas alianças provocaram descontentamento, pois permitiram o
estabelecimento oficial de cultos religiosos estrangeiros em
Jerusalém. Salomão dividiu o território em distritos
administrativos para facilitar o governo e introduziu um sistema
de trabalho forçado para construir diversos palácios e
templos, como o de Jerusalém, que tornou-se o principal santuário
da religião judaica. Foi, em parte, devido aos altos impostos
que sustentavam a corte luxuosa, que as tribos do norte se
separaram, após sua morte, sob a liderança de Jeroboão.
Moisés
Profeta
e legislador hebreu que conduziu os israelitas em sua saída do
Egito. De acordo com os relatos bíblicos, Moisés foi
encontrado abandonado quando bebê e adotado pela filha do faraó.
Após matar um egípcio, refugiou-se no deserto. Falando de um
arbusto em chamas, Javé ordenou a Moisés que retornasse e
comandasse a libertação dos israelitas, iniciada com o flagelo
imposto por dez pragas. Por fim, Moisés liderou seu povo no Êxodo
do Egito e cindiu milagrosamente as águas do mar Vermelho para
permitir a travessia por seu leito em segurança. No monte
Sinai, recebeu de Javé os Dez Mandamentos. Após anos
governando os hebreus errantes, Moisés morreu ao vislumbrar a
‘terra prometida’. Segundo a tradição Moisés teria sido o
autor dos cinco primeiros livros da Bíblia, a torá.
Pedro,
São
Líder
dos apóstolos que seguiram Jesus Cristo; seu nome original era
Simão. Jesus deu-lhe o nome de Cephas (do aramaico e do grego
pedra) para indicar o seu papel-chave no estabelecimento dos
primórdios da Igreja Cristã. Após a morte de Jesus, Pedro foi
o indiscutível líder da Igreja, pregando e defendendo o novo
movimento religioso, e visitando as novas comunidades cristãs.
Foi o primeiro a aceitar não-judeus na Igreja (gentios), mas
posteriormente discordou de Paulo sobre a admissão destes.
Acredita-se que Pedro passou os últimos anos de sua vida em
Roma e foi provavelmente crucificado durante a perseguição de
Nero, em 64. O papado remonta à época de Pedro e a Igreja Católica
Romana identifica-o como fundador e primeiro bispo da Igreja de
Roma, apesar de tal fato não poder ser comprovado.
(folha
de São Paulo - Enciclopédia das Enciclopédias - volume 2 - página
744)
Jesus
cristo
A
figura central do cristianismo, considerado por seus seguidores
o filho de Deus, sendo humano e divino ao mesmo tempo. Os
evangelhos da Bíblia são as principais fontes de informação
sobre Jesus. De acordo com eles, Jesus nasceu em Belém durante
o reinado de Augusto César, sendo filho de Maria, virgem
segundo a tradição. Foi
levado para Nazaré, na Galiléia,
onde recebeu uma educação judaica tradicional. Pode ter sido
carpinteiro, já que esta era a profissão de José, marido de
Maria. Por volta do ano 27, foi batizado no rio Jordão por João
Batista e pouco depois começou seu ministério de pregação
e cura (com
milagres relatados). Através de seu estilo popular de pregação,
com o uso de parábolas e provérbios, proclamou a chegada
iminente do Reino de Deus e as qualidades éticas e religiosas
exigidas daqueles que desejassem
desfrutá-lo (resumidas no “Serram da Montanha”).
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Sua
interpretação da lei judaica não rejeitava a observância do
cerimonial, mas subordinava-a aos princípios fundamentais da
caridade, sinceridade e humildade. Dentre seus seguidores na
Galiléia, selecionou 12 discípulos para serem seus
acompanhantes pessoais e para ensinarem sua mensagem. Sua pregação
levou-o a um conflito com as autoridades judaicas. Sabendo
disto, foi para Jerusalém, onde foi traído por Judas
Iscariotes, um de seus discípulos, e condenado à morte pelo
Sinédrio, a mais alta corte dos Judeus. Compareceu então
frente ao governador romano Pôncio Pilatos e este sentenciou à
morte por crucificação. Seus seguidores afirmaram que, três
dias depois, o túmulo onde seu corpo havia sido depositado
estava vazio e que Jesus havia sido visto vivo numa forma
glorificada, porém reconhecível. A crença em sua ressurreição
espalhou-se entre seus seguidores, que viam nela a prova de que
ele era o Messias ou Cristo (“o ungido”, em hebraico e em
grego, respectivamente ) e, portanto, a realização das esperanças
de Israel (conforme registrado no Velho Testamento ) e de todos
os homens.
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Seus
seguidores começaram a formar comunidades cristãs em torno de
Jerusalém, cidade a partir da qual a igreja cristã se espalhou
pelo mundo.
João
Batista, São
Pregador
e profeta judeu. Em 27 d.C..começou a pregar contra as injustiças
sociais e a hipocrisia religiosa, opondo-se aos fariseus e
saduceus. Como parte do movimento renovação judaico, ele
batizou seus seguidores com água, inclusive Jesus Cristo, no início
do ministério público deste último. A denúncia de João do
casamento de Herodes Antipas com a esposa de seu irmão, levou-a
à prisão e ele foi decapitado. possivelmente em conseqüência
do pedido da enteada de Herodes, Salomé.
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