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PERSONAGENS
RELIGIOSOS
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Agostinho,
Santo
Bispo
Cristão, um dos teólogos mais destacados da igreja Cristã
primitiva. Nascido na África do Norte, filho de pai pagão e mãe
cristã, foi cedo atraído pelo maniqueísmo, sistema religioso
que concilia elementos cristãos e pagãos. Ensinou retórica em
Roma e, depois, em Milão, onde abraçou o conhecimento neoplatônico
do cristianismo. Agostinho então passou a viver monasticamente,
primeiro em isolamento, depois como padre e, após 395, como
bispo de Hipona, no Norte da África. A maior parte de sua produção
literária foi de caráter pastoral ou polêmico. A cidade de
Deus, uma vindicação da igreja contra o paganismo, é talvez
seu trabalho mais famoso, ao lado de suas Confissões, que contém
uma admirável descrição de vida pregressa e de sua conversão.
Sua teologia influenciou toda teologia ocidental posterior,
especialmente com sua visão psicológica profunda e com o
sentido de absoluta dependência do homem em relação à graça
divina, elaborado em sua doutrina da predestinação, da igreja
e dos sacramentos.
Aquino,
Santo Tomás de
Filósofo
e teólogo. Foi um dos maiores teólogos da igreja medieval e
muito forte dentro de um movimento conhecido como Escolástica.
Seus principais argumentos estão propostos em sua summa
theologica, que cobre toda a extensão da teologia. Deduziu a
existência de Deus do que podia ser visto na natureza do mundo.
Tornou o trabalho de Aristóteles aceitável na Europa Ocidental
cristã; sua própria metafísica, sua percepção da mente
humana e sua filosofia moral foram desenvolvimento das de Aristóteles.
Joana
D’arc, Santa
Heroína
francesa, por vezes chamada ‘donzela de Orléans’. Filha de
prósperos camponeses, a partir dos 13 anos ouvia vozes
misteriosas que identificava como ordens dos Santos Miguel,
Margarida e Catarina. As vozes insistiam para que ela ajudasse
as forças francesas que, em 1429, estavam empenhadas em
defender Orléans das tropas inglesas. Depois de convencer um
comandante local, recebeu o comando de uma tropa e levou adiante
sua missão de libertar Orléans e coroar Delfim, como Carlos
VII, na Catedral de Reims. Isso representou a virada da guerra
dos Cem Anos. A inveja dos conselheiros rivais e as dúvidas
sobre suas habilidades militares
reduziram a influência de Joana D’arc. Ferida e derrotada em
Paris, foi capturada pelos borgonheses em 1430. Vendida aos
ingleses e julgada como feiticeira. Foi queimada viva em Roma,
em maio de 1431, mas uma corte eclesiástica reverteu o veredito
de culpa em 1455 e ela foi canonizada em 1920.
Lutero,
Martinho
Teólogo
alemão que foi pioneiro da Reforma Protestante na Europa. Freqüentou
a Universidade de Erfur antes de agregar-se à ordem
agostiniana. Ordenado Padre em 1507, assumiu em 1512, a cadeira
de teologia bíblica na Universidade de Wittenberg. Ao
desenvolver sua doutrina da justificação pela fé, ele
desafiou a hierarquia da Igreja Católica ao colocar em discussão
assuntos que diziam respeito ao papel do papado e do sacerdócio,
e a necessidade de certos sacramentos e observâncias. Na dieta
de Worms, em 1521, defendeu suas doutrinas perante Carlos V, mas
foi excomungado pelo Papa e proscrito do Santo Império Romano.
No entanto sua contestação à Igreja Católica havia sido
largamente difundida; seus inúmeros panfletos, incluindo A
Nobreza Cristã da Nação Alemã (1520),
não caíram no ostracismo. Em meados do século 16, um grande número
de governantes alemães e escandinavos haviam rompido seus laços
com Roma e criaram igrejas ‘luteranas’em seus territórios.
Lutero
passou os últimos 25 anos de sua vida sob a proteção do
eleitor Frederico, o sábio, da Saxônia. Casou-se com a
ex-freira Katharina von Bora (1525) e teve seis filhos. Sua
tradução da Bíblia para o alemão criou uma nova linguagem
literária no norte da Europa.
Francisco
de Assis, São
Fundador
da ordem dos frades franciscanos. Nasceu em uma Rica família
mercante do norte da Itália e inicialmente continuou o negócio
de seu pai. Depois de um período de prisão por envolvimento em
uma disputa de fronteiras, em 1202, abandonou tudo em favor da
vida religiosa. Adotou a extrema pobreza, mas permaneceu
‘dentro do mundo’, trabalhando e pregando, especialmente
para os pobres e doentes. Seu exemplo lhe trouxe muitos
seguidores e em 1209 Inocêncio III aprovou a ordem fransciscana.
Foi ordenado diácono, mas sua humildade evitou que aceitasse o
sacerdócio completo. seu ensinamento refletia um profundo amor
ao mundo natural e respeito pela mais humilde de suas criaturas.
Rejeitou possessões materiais, vestindo apenas roupas simples e
orientando seus seguidores a fazer o mesmo. Empreendeu viagens
missionárias ao sul da Europa e visitas ao sultão al-kamil, no
Egito, em um esforço para assegurar a paz durante a quinta
cruzada. Atribui-se a ele uma série de milagres e visões. Foi
canonizado em 1228.
Sidarta
Gautama
Fundador
histórico do budismo. Segundo a tradição a fim de buscar o
significado da existência, ele deixou sua vida de filho de príncipe
e tornou-se um asceta errante. Aos 35 anos, sob uma árvore,
passou pela experiência de iluminação. Percebeu que a raiz de
toda a existência é o sofrimento, mas que, seguindo o
“caminho do centro”, um meio-termo entre a auto-indugência
e o ascetismo extremo, o homem pode alcançar a iluminação.
Por cerca de 45 anos Buda percorreu a região norte da Índia,
pregando e congregando grande número de seguidores (sangha).
com sua experiência de iluminação, ele alcançou o nirvana e,
ao morrer, atingiu um nirvana definitivo (parihirvana).
João
XXIII
Ângelo
Giuseppe Roncalli, para (1958-1963). Durante o seu pontificado,
empreendeu esforços para liberalizar a política da Igreja Católica
Romana, especialmente em relação às questões sociais. Notáveis
são suas encíclicas Mater
et Magistra, sobre a necessidade de ajuda aos pobres, e Pacem
in Terris, sobre a necessidade da paz internacional.
Convocou também o segundo Concílio Ecumênico do Vaticano
para revitalizar a vida da Igreja, modernizando seus
ensinamentos, disciplina e organização, tendo a unidade de
todos os cristãos como meta máxima.
João
Paulo I
Albino
Luciani, papa que exerceu um dos mais curtos pontificados, de
agosto a setembro de 1978, interrompido por seu falecimento.
Nasceu numa localidade próximo a Belluno, na Itália,
estudou na Universidade Gregoriana (Roma) e foi ordenado padre
em 1935. Tornou-se sacerdote paroquial e professor em Belluno,
vigário-geral da diocese de Vittorio Veneto (1954), bispo
(1958), Patriarca de Veneza (1969) e cardeal (1973). Tornou-se o
primeiro papa a adotar um nome duplo (que homenageou seus dois
antecessores imediatos, João XIII e Paulo VI). Faleceu apenas
33 dias após assumir as funções papais.
João
Paulo II
Karol
Wojtyla, atual Sumo Pontíficie da Igreja Católica Romana,
desde 1978. Nascido na Polônia, viajou pelo mundo em missões
papais mais do que qualquer outro papa. Sobreviveu a uma
tentativa de assassinato na praça de S. Pedro, em Roma, em
1981. Em sua visita à Grã-Bretanha, em 1982, participou de um
serviço religioso na catedral de Canterbury, sendo o primeiro
papa a entrar no prédio desde a Reforma. Desde então,
manteve-se cauteloso a respeito do ecumenismo entre as igrejas
cristãs. Enquanto esteve ativamente engajado no renascimento do
catolicismo romano na Rússia e Europa Oriental, antes e depois
do colapso do comunismo (1990-91), mostrou menos apoio ao
sacerdotes de orientação esquerdista na América Latina. Em
seu mandato, observou-se uma diminuição nas reformas
defendidas no Concílio Vaticano (1962-5), referentes à delegação
da responsabilidade do clero para a laicidade, à oposição à
ordenação das mulheres, ao controle artificial da natalidade e
à prática do homossexualismo.
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