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GRANDES
MOVIMENTOS RELIGIOSOS
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Teologia
da libertacão
Movimento
teológico desenvolvido na década de 60, principalmente pelos
católicos romanos da América Latina. A teologia da libertação
constitui uma reação à extrema pobreza e à injustiça social
encontradas em grande parte do terceiro Mundo.Trazendo consigo
idéias da teoria da dependência e do marxismo, a teologia da
libertação tenta enfrentar os problemas das desigualdades políticas
e sociais, não se restringindo aos assuntos espirituais,
questionando assim a idéia, que se firmou com a secularização
da sociedade no século 19, de que estes seriam os únicos
assuntos legitimamente concernentes à igreja. Trabalhos como A
Teologia da libertação (1971), Gustavo Gutierrez, e Teologia
do Cativeiro e da Libertação (1975), de Leonardo Boff, afirmam
que a liberdade deve abranger as esferas políticas e
religiosas, transformando não apenas os indivíduos, mas também
a estrutura da sociedade. A teologia da libertação levanta
questões controversas sobre a relação da igreja com
ideologias não cristãs.
Reforma
Movimento
do século 16 que visava reformar as doutrinas e práticas da
igreja Católica Romana e que resultou na criação de igrejas
reformistas ou prostestantes. As origens do movimento podem ser
percebidas desde o século 14, quando ocorreram os ataques de fiéis
lolardos e hussitas à estrutura hierárquica e legalista da
Igreja. O grande Cisma também enfraqueceu a autoridade papal e
houve uma disseminação de insatisfação com o mundanismo do
papado e suas extorsões financeiras. O início da Reforma é
freqüentemente citado como sendo o ano de 1517, quando o teólogo
alemão Lutero lançou seu protesto contra a corrupção do
papado e da Igreja Católica Romana, não abrindo, porém,
nenhum campo novo de controvérsia. De fato, a maior parte dos
movimentos reformistas enfatizou não a renovação, mas a volta
à simplicidade primitiva.
As
leituras teológicas de Lutero levaram-no a atacar as doutrinas
católicas fundamentais da transubstanciação, do celibato
clerical e da supremacia papal. Ele também exigiu a reforma
radical das ordens religiosas. Em 1530, os governantes da Saxônia,
de Hesse, Brandemburgo e Brunswick, bem como os reis da Suécia
e da Dinamarca, haviam se convertido à reforma. Romperam com a
igreja romana e regulamentaram as igrejas de seus territórios
de acordo com os princípios protestantes. Na Suíça, a Reforma
foi liderada a princípio por Zwingli, que levou a cabo, em
Zurique, as reformas anti-papais, anti-hierárquicas e anti-monásticas.
Após sua morte, a liderança coube a Calvino, em cujas mãos a
opinião reformista assumiu um tom explicitamente doutrinário e
revolucionário. O calvinismo tornou-se a força motriz do
movimento na Alemanha, na França, na Holanda e na Escócia, países
nos quais estava relacionado à luta política. O calvinismo foi
também a principal influência doutrinária da Igreja
Anglicana. Na Europa, os movimentos reformista foram posto em
cheque pela Contra-Reforma. A era das guerras religiosas acabou
com o fim da Guerra dos Trinta Anos (1618-48).
Nova
Era
Movimento
cultural que abrange diversas crenças atividades, e se
caracteriza pela rejeição dos valores e cultura ocidentais,
promovendo uma abordagem integrada ou holística em áreas como
religiào , medicina, filosofia, astrologia e meio ambiente.
Apesar de o movimento ter se originado na Califórnia e na costa
ocidental dos EUA, sua influência espalhou-se por todos os EUA
e norte da europa,e em comunidades como Findhorn, na Escócia,
no princípio da década de 70. Muitos elementos compóem a Nova
Era. Entre eles estão uma ampla esfera de terapias
alternativas, uma aproximação das religiões orientais, a
fascinação em relação ao culto e à parapsicologia. Estes
elementos parecem ser derivados do movimento hippie da década
de 60. Atraiu, no entanto, não apenas o grupo mais velho, mas
também pessoas da classe média, com dinheiro e status dentro
da sociedade.
Heresia
Crença
em uma doutrina declarada falsa pela igreja cristã. Durante a
idade Média, acreditava-se que era necessário sequir uma
verdadeira religião, que fornecia a única garantia de salvação
e vida após a morte. Conseqüentemente, os que passaram a
acreditar que o ensino ortodoxo era inadequadro ou errado
arriscavam-se a serem declarados heréticos. Como a igreja
procurava manter a avalidade única de sua doutrina, o conflito
era inevitável. A Igreja antiga condenou os gnósticos, no século
2, e os arianos nestorianos, no século 4 . Os iconoclastas
foram condenados no Concílio de Nicéia, em 787. A condenação
dos cátaros, no sul da Europa, levou à cruzada albigense. A
posterior insatisfação com o ensino ortodoxo levou em última
análise ao protestantismo. A Inquisição, desde seus primeiros
dias sustentando a doutrina da Igreja, tornou-se responsável
pela erradicação da não-ortodoxia.
Inquisição
Tribunal
medieval criado pela igreja católica romana a fim de combater
heresias, oficializado em 1231 quando o papa Gregório IX
designou uma comissão de dominicanos para investigar a presença
de heresias entre os albigenses do sul da França. O movimento
afirmava ter como onjetivo salvar a alma dos hereges, mas caso
estes recusassem se retratar diante do tribunal, eram sujeitos a
punições como multas, penitências ou prisào, assim como ao
confisco de terra pelas autoridades. Mais tarde, foi instituída
a pe-na de morte na fogueira. A tortura, condenadas por papas
anteriores, passou a ser permitidas nos tribunais a partir de
Inocêncio IV (1254). Não se permitia aos acusados saber quem
os denunciou, mas lhes era facultado nomear seus próprios
inimigos a fim de que sua acusação pudesse ser revidada. A
inquisão foi freqüentemente objeto de manipulaçào política.
Em 1524, foi utilizada para conter os avanços do protestantismo
na Itália. Sua versão moderna é a Congregação da Doutrina
da Fé.
A
inquisição espanhola, instaurada em 1478, era uma extensão do
governo e distinguia-se da instituição original. Sua primeira
comissão investigou os judeus e os mulçumanos que haviam abraçado
o cristianismo e continuavam ligados oa judaísmo e ao
islamismo. Sob o domínio do inquisidor Torquemada, a inquisição
espanhola tornou-se uma agência oficial de terror - mesmo Santo
Inácio de Loyola teve sua vida investigada. A inquisição se
estendeu a Portugal e à América do Sul, mantendo-se ativa até
1820.
Êxodo
Partida
dos hebreus, sob a liderança de Moisés, de seu cativeiro no
Egito, por volta de 1300 a.C., registrada no Antigo Testamento.
De acordo com a narrativa bíblica, os israelitas foram
perseguidos pelo exército do faraó, mas foram salvos por uma
onda gigantesca que varreu a região conhecida como mar dos
Juncos (provavelmente próximo a um dos lagos hoje unidos pelo
canal de Suez). Os israelitas levaram mais de 40 anos vagando
pelo deserto do Sinai e, durante este tempo, receberam, através
de Moisés, os Dez Mandamentos que estabeleciam sua relação
com seu Deus e entre si. Após a morte de Moisés, Josué
tornou-se o líder e a capitura de Jericó levou à ocupação
de Canaã. A variedades de fontes torna impossível ver esta
narrativa como francamente histórica, mas é fundamental para a
história judaica como evidência da ajuda de Deus a seu povo
eleito e é comemorada anualmente na festa judaica de P essah.
Novas
faces do cristianismo
Antigas
religiões trazidas da Europa vêm desenvolvendo novas formas no
Brasil, nas últimas décadas. As denominações protestantes se
multiplicaram, principalmente com a prática de cultos públicos
extrovertidos e ruidosos. Desenvolveram-se em especial formas de
pentecostalismo que envolvem a realização de exorcismos em público.
A relação católica também passa por um fenômeno semelhante
em alguns aspectos, representado principalmente pelos movimentos
de renovação carismática. Seu aspecto mais visível são as
chamadas "showmissas", que atraem grandes multidões e
são celebradas por padres-cantores.
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