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Religião & Espiritualidade

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[ONDE O CÉU SE AVERMELHA]

 
 

CRISTIANISMO

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O cristianismo é a religião dos seguidores de Jesus Cristo. Os cristão acreditam que Jesus é o filho de Deus e o Messias cuja vinda fora prometida no Velho Testamento da Bíblia. Eles sustentam que a humanidade viveu em pecado desde que Adão e Eva desobedeceram a Deus, crêem que Jesus, através de sua vida, morte e ressurreição, trouxe a seus seguidores a redenção desse pecado original.

 

Mensagem Cristã

Os cristãos acreditam num Deus único que existe sob três formas - Pai, Filho e Espírito Santo -, constituindo a Santíssima Trindade. Seguem os ensinamento de Jesus, que enfatiza o amor e o perdão. Sua vida e seus ensinamentos, juntamente com a história de sua morte e ressurreição, são descritos nos livros iniciais do Novo Testamento da Bíblia

 

Uma Religião Universal

Cerca de 300 anos depois da morte de Jesus, o cristianismo tornou-se religião oficial do Império Romano. A fé se expandiu da Palestina para a Europa, o oeste da Ásia e o norte da África, e, através de pregação e ensinamento constantes, continuou a espalhar-se por todo o mundo desde então. Desde o século 16, colonos europeus trouxeram a fé cristã para as Américas, e no século 19 houve uma grande expansão quando missionários seguiram os colonizadores europeus em várias regiões da África e da Ásia. Atualmente há quase 2 bilhões de cristão em todas as partes do mundo. Eles pertencem sobretudo a três grandes grupos - católicos, ortodoxos e protestantes -, que divergem quanto a doutrina e aos rituais, mas compartilham as crença básicas cristãs.

 

Jesus Cristo

Dois mil anos atrás Jesus viveu na Judéia, província do Império Romano, numa região hoje ocupada por Síria e Israel. Os cristãos acreditam que ele é o Filho de Deus, e a religião cristã é baseada em sua vida e ensinamentos. Quase tudo o que sabemos sobre Jesus está contido nos quatro primeiros livros do Novo Testamento da Bíblia: os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Eles narram sobretudo os anos de pregação de Jesus na Galiléia. Descrevem também sua morte e ressurreição. Essa é a mais importante de todas as histórias sobre Jesus, pois os cristãos acreditam que, ao sacrificar seu filho, Deus lhes trouxe a salvação e a oportunidade de uma vida eterna. Jesus nasceu em Belém, filho de Maria e José, em torno do ano 4 a.C., durante o reinado de Herodes, o grande.

 

Anjo Gabriel

O Evangelho de Lucas conta que o anjo Gabriel visitou Maria. Gabriel contou a Maria que ela encontrara graça diante de Deus, e que daria à luz o Filho de Deus, que ela deveria chamar Jesus. Essa visita é conhecida como Anunciação.

 

Maria

Nascida em Jerusalém ou Sefóris, Maria foi criada em Nazaré. À época do nascimento de Jesus ela era a prometida do carpinteiro José, descendente do rei Davi, e os Evangelhos afirmam que era virgem. Como mãe de Jesus, é a mais reverenciada entre todos os santos cristãos.

 

Belém

Os Evangelhos de Mateus e Lucas descrevem o censo convocado pelo imperador romano para registrar as pessoas e suas propriedades para coletar impostos. Por causa disso José e Maria foram para Belém, cidade natal de José, onde nasceu Jesus. Lá não havia quarto em estalagens, e por isso ele nasceu num estábulo.

 

Reis Magos

O Evangelho de Marcos conta que um grupo de sábios do Oriente, ou Reis Magos, seguiu uma estrela até encontrar Jesus. Eles veneraram o bebê e fizeram-lhe preciosas oferendas de ouro, incenso e mirra.

 

Pastores

Logo após o nascimento de Jesus, um anjo foi até um grupo de pastores nos campos perto de Belém. O anjo falou-lhes do nascimento do Salvador e os pastores foram os primeiros a visitar a criança no estábulo.

 

Encarnação

Os cristãos acreditam que Deus veio à terra sob forma de Jesus Cristo. Isso é conhecido como Doutrina da Encarnação. Aqui, Jesus viveu como homem e teve de lidar com muitos problemas humanos, como o sofrimento e a dúvida. Porém, como Deus em forma humana, Jesus também tinha poderes especiais, que usava para ajudar os outros. Por exemplo, ele podia curar doentes e ressuscitar mortos.

 

Galiléia

Jesus cresceu na região da Galiléia, no norte da palestina. Provavelmente foi educado numa sinagoga e aprendeu a profissão de carpinteiro com José. Por volta dos 30 anos de idade, começou a pregar e ensinar na Galiléia.

 

Sermão da Montanha

Jesus expôs muitos de seus ensinamentos centrais num sermão que, segundo a descrição de Mateus, foi pregado numa montanha. Ele começa com uma série de bênçãos dirigidas aos pobres de espírito, aos mansos e aos misericordiosos, entre outros. Ensina então os fiéis a obedecer à lei de Deus, amar a seus inimigos e a não se preocupar com as coisas materiais. O sermão também inclui as palavras do pai-nosso.

 

São João Batista

João foi um pregador popular, que instava as pessoas a arrepender-se de seus pecados e retornar a Deus. Ele batizava seus seguidores no rio Jordão. Quando Jesus visitou João também pediu para ser batizado, e esse foi o início de sua pregação.

 

Milagres

Jesus usou milagres para ajudar os desafortunados. Ele curou doentes, fez exorcismos e ressuscitou mortos. Outros milagres serviram para demonstrar o poder da fé em Deus, como na ocasião em que ele caminhou sobre as águas no mar da Galiléia. Os milagres tinham mais uma finalidade: eram a realização de profecias do Velho Testamento, confirmando Jesus como Deus presente na terra.

 

Tentações

Ao iniciar seu ministério, Jesus passou 40 dias jejuando no deserto. Durante esse período, o Diabo tentou seduzi-lo. Ele lhe ofereceu poder sobre o mundo material, e escarneceu dele dizendo que Deus deveria protegê-lo do perigo. Jesus recusou as ofertas do Diabo de poder e glória, mas as tentações são uma advertência aos cristãos de que devem manter-se em guarda contra elas.

 

Apóstolos

Os 12 seguidores, ou discípulos, mais próximos de Jesus foram os primeiros apóstolos. Jesus escolheu-os para ajudá-lo em seu ministério e para pregarem após sua morte. Tinham origem humilde - entre eles havia pescadores

e um coletor de impostos.

 

Última ceia

Jesus e seus discípulos reuniram-se pela última vez numa ceia de pessach. Durante o encontro, Jesus avisou aos discípulos que se aproximava o momento de sua morte. Ele tomou do pão, partiu-o, abençoou-o e pediu aos discípulos que o comessem, dizendo: “Este é o meu corpo”. Jesus disse então aos discípulos que bebessem do vinho, dizendo: “Este é o meu sangue”. Assim surgiu o ritual cristão da eucaristia, ou sagrada comunhão.

 

Paixão

Cada um dos quatro evangelhos conta a história dos últimos dias de Jesus em Jerusalém. Neles se descreve a última ceia de Jesus com seus discípulos, a traição de Judas, o julgamento por Pôncio Pilatos, a Crucificação e a deposição no sepulcro. Essa seqüência de eventos é conhecida como paixão (palavra que também significa “sofrimento”). Os cristãos relembram a Paixão todos os anos na Semana Santa.

 

Judas Iscariotes

Foi o discípulo Judas quem traiu Jesus, por razão desconhecida. Por 30 peças de prata, ele conduziu os soldados romanos até o jardim de Getsêmani, onde Jesus rezava. Judas disse aos soldados que eles saberiam a quem prender quando ele beijasse Jesus.

 

Pôncio Pilatos

Governador da província romana da Judéia de 26 a 36 d.C., Pôncio Pilatos controlava o sistema judiciário na região e as forças militares ali sediadas. Quando Jesus foi levado a julgamento diante de Pilatos, o governador condenou-o à morte a pedido das autoridades judaicas.

 

Herodes

A dinastia de Herodes era uma família real que governava setores da antiga Palestina no período romano. Herodes o grande, era o governador à época do nascimento de Jesus. Herodes Antipas reinava na Galiléia no tempo da crucificação e interrogou Jesus a pedido de Pilatos.

 

Crucificação

Pôncio Pilatos ordenou a crucificação de Jesus e a sentença foi levada a cabo no dia de hoje como Sexta-Feira Santa. Jesus foi forçado a carregar a cruz até uma colina chamada Gólgota, localizada nos arredores de Jerusalém. Ali ele foi crucificado ao lado de dois ladrões. Esse evento é central na religião cristã, pois os cristãos acreditam que Jesus morreu para absolvê-los dos pecados.

 

Ressurreição

Depois de morto, Jesus foi deposto no sepulcro de José de Arimatéia, um de seus seguidores. Os Evangelhos contam que no domingo depois da crucificaçao algumas mulheres foram ao sepulcro, verificaram que ele estava vazio e souberam que Jesus ressuscitara de entre os mortos. A Ressurreição é o principal milagre cristão, pois os cristãos acreditam num cristo vivo que retornará um dia para reinar em paz.

 

História e Sagrada Escritura

Depois da Crucificação e da Ascensão de Jesus, seus discípulos pregaram entre os judeus do leste do Mediterrâneo e registraram sua fé em escrituras, ajudando a difundir o cristianismo. Os esforços do missionário Paulo (falecido em 65 d.C.) fizeram a religião avançar e consolidaram uma base segura no Império Romano. Tal como o próprio império, baseado em Constantinopla (hoje Istambul). Essas duas correntes originaram modernas igrejas Católica e Ortodoxa. Muito tempo depois, com o movimento conhecido como reforma, emergiu o protestantismo, terceira corrente do cristianismo. As três correntes tornaram-se dominantes na religião cristã, conferindo-lhe grande variedade e presença em todo o mundo.

 

Corpo de Cristo

A comunidade cristã era chamada de Corpo de Cristo. Os primeiros cristãos foram perseguidos por causa de sua fé, e por isso praticavam o culto em segredo.

 

Catacumbas

Quando a fé se difundiu em Roma, muitos cristãos foram perseguidos e condenados à morte. Passaram a organizar o culto em catacumbas, rede de túmulos subterrâneos. Mais tarde, elas foram usadas para cultos em memória dos mártires cristãos.

 

Paulo

Originalmente perseguidor dos cristãos, Saulo de Tarso converteu-se ao cristianismo depois de ter uma visão de Jesus na estrada de Damasco. Mudou seu nome para Paulo e empreendeu uma série de jornadas missionárias ao redor do mediterrâneo. São Paulo fundou igrejas na Ásia Menor, Síria, Chipre e Grécia, às quais retornou para colaborar no trabalho missionário. Escreveu também uma famosa coleção de epístolas que agora integram o Novo Testamento.

 

Pedro

Jesus deu a seu discípulo Simão o nome de Pedro, que significa “rocha”. Isso significava que ele deveria ser o fundamento da igreja primitiva. Depois da ascensão de Jesus, São Pedro tornou-se o líder dos cristãos, pregou em muitas partes e fundou a igreja cristã em Roma.

 

Catolicismo

A Igreja Católica cresceu a partir da primeira comunidade cristã de Roma, que passou a considerar são Pedro o primeiro bispo da cidade e o primeiro papa. Depois da queda de Roma, a igreja sobreviveu na Europa ocidental e tornou-se a forma dominante de cristianismo nessa região. Hoje o catolicismo é praticado em todo o mundo.

 

Império Romano

Depois de anos de perseguição, a sorte dos cristãos mudou em Roma no século 4.º d.C. O imperador Constatino 1.º (c.274 - 337) converteu-se ao cristianismo e em 313 ordenou o fim das perseguições e o reconhecimento dos direitos civis dos cristãos em todo o império. Em 324, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano.

 

Cisma

A Igreja ocidental, baseada em Roma, e a oriental, baseada em Constantinopla, divergiram sobre certos aspectos da fé. Em 1054 houve uma ruptura conhecida como Grande Cisma (separação)

 

Papa

O líder da Igreja Católica é o Papa. Os católicos acreditam que ele é o sucessor direto de são Pedro, sendo portanto o representante (ou “vigário”) de Cristo na Terra.

 

Igreja Ortodoxa

Esta corrente do cristianismo é mais forte na Grécia, em Chipre, na Turquia e no leste da Europa, sobretudo na Rússia e na Bulgária. O cristianismo Ortodoxo ou oriental diverge do catolicismo em vários aspectos. Por exemplo, há diferenças quanto à doutrina da Santíssima Trindade e ao idioma do culto (os ortodoxos usam o grego e os ocidentais, o latim). A Igreja Ortodoxa também rejeita a autoridade do papa, considerando que todos os bispos são iguais.

 

Cruzadas

Durante a Idade Média houve várias campanhas militares em nome do cristianismo, chamadas cruzadas. Essas campanhas eram tentativas dos cristãos de ocupar Jerusalém e garantir a segurança dos peregrinos cristãos que queriam visitar a cidade. Elas degeneraram numa série de guerras entre cristãos e muçulmanos que não trouxeram grande benefício a nenhuma das partes.

 

Heresias

Fiéis que rejeitavam algumas doutrinas da Igreja mas se consideravam cristãos eram conhecidos como hereges. Na Idade Média a Igreja Católica criou a inquisição, organismo cuja função era investigar e combater as heresias.

 

Reforma

No início do século 16, surgiram críticas à corrupção da Igreja Católica e a algumas de suas práticas. Reformadores como os francês João Calvino e o alemão Martinho Lutero instavam os cristãos a retornar aos ensinamentos da Bíblia ao pé da letra, mesmo que isso significasse ignorar as tradições da Igreja.

 

Martinho Lutero

Martinho Lutero foi talvez o maior dentre os reformadores. Ele reprovava a prática da Igreja de vender indulgências, que prometiam o perdão de Deus aos pecados. Ele escreveu 95 teses ou argumentos protestando contra essa prática, e afixou o documento na porta da Igreja de Wittenberg. Lutero traduziu as Escrituras para o alemão para que as pessoas comuns pudessem entendê-las, e o movimento reformista iniciado por ele se espalhou pela Europa.

 

Protestante

Os adeptos das igrejas protestantes decorrentes da reforma acreditavam que as palavras da Bíblia tinham mais autoridade que as tradições cristãs. Igrejas Protestantes vieram a dominar o norte da Europa, especialmente a Grã-Bretanha, a Alemanha e a Escandinávia.

 

AS ESCRITURAS

Os cristãos acrescentaram o Novo Testamento às escrituras da Bíblia hebraica já existente. O título indica que esses escritos tratam de um novo pacto ou aliança com Deus. Os livros do Novo Testamento foras escritos em grego.

 

Bíblia

A Bíblia cristã é dividida em duas seções. O Velho Testamento consiste principalmente nos escritos hebraicos, que constituem o corpo da religião judaica. O Novo Testamento é formados por textos em grego, que tratam da vida de Jesus e do cristianismo primitivo, coligados pelos primeiros cristãos.

 

Velho Testamento

O velho testamento conta a história do povo israelita, da criação do universo até o século 2º a.C. Inclui também escritos dos profetas judeus que os cristãos primitivos interpretavam como presságios da vinda de Jesus.

 

Novo Testamento

No século 2º d. C., os primeiros cristãos coligiram vários dos escritos que constituem o Novo Testamento. Esses escritos são os quatro Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, que descrevem a atuação dos discípulos depois da ascensão de Jesus, uma coleção de Epístolas e o Apocalipse.

 

Pentateuco

Muitos acreditam que os primeiros cinco livros do Velho Testamento foram escritos por Moisés.

 

Evangelhos

Os Evangelho de Mateus, Marcos, Lucas e João descrevem a vida de Jesus na terra, mas divergem em vários detalhes. Os três primeiros são semelhantes e podem ser comparados em “sinopses” paralelas, por isso são chamados Evangelhos sinópticos.

 

Epístolas

Muitas das epístolas ou cartas foram escritas por São Paulo para os membros de várias igrejas que ele ergueu ao redor do Mediterrâneo.

 

Apócrifos

A autoridade de certos livros do Velho Testamento, conhecidos como Apócrifos, foi questionada por várias correntes da Igreja, e por isso eles são impressos em separados.

   

 


 

 

FONTE:

1- O livro ilustrado das religiões. PUBLICFOLHA.

2- Enciclopédia das Enciclopédias - Volume 1 - Folha de São Paulo. 

PESQUISA: Chagas F. Reynaldo

 

 

 

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